October 18th, 2009
Let it go.
Nunca se contente com pouco. Guardo essa frase no fundo do peito, me lembro dele dizendo e as lagrimas correndo...aquele amor que estava indo embora. Me lembro bem. E sempre tentei seguir dessa forma, por uma grande ironia sofri sempre por receber tanto mas sem saber dar. Cheguei a pensar que não poderia mais dar nada a ninguém. Sofria por isso, me sentia vazia muitas vezes, na maioria delas era o vazio gritando. E quando você olha muito pro abismo o abismo olha pra você, já disse Nietzsche. E pensava sempre, não podia me contentar com tão pouco sentir. Lutei por dentro contra mim mesma diversas vezes, foi difícil sair de um abismo que eu tinha construído por defesa interna. Agora posso entender tudo isso. Posso entender com tanta delicadeza como quando o vento vem e bate no meu rosto com uma violência leve. Posso entender esses momentos. E fiquei feliz por ter superado tudo isso. E essa falta de coisa dentro fez com que eu aprendesse aos poucos de novo a amar. De coração. Por momentos curtos, as vezes um pouco mais longos. Amei com olhares que nunca foram concretizados
"Depois lentamente saiu daquela situação. Não como se tivesse estado em transe - não houvera nenhum transe - saía-se devagar, com um suspiro de quem teve o mundo como este o é. Também já era um suspiro de saudade. Pois tendo experimentado ganhar um corpo e uma alma e a terra e o céu, queria-se mais e mais. Mas era inutil desejar: só vinha espontaneamente." C. L.
Amelie
jahcalvo

Alchel
