July 6th, 2009
Meio dormindo, meio acordada, vi na janela de novo a cidade cinza. De volta ao preto e branco de
Mas, desta vez, vim leve. Bem levinha, é verdade. Depois de um fim de semana todo colorido cheio de amigos, familia e zezinho pra me acordar. De filmes bobos e engraçados, de risadas altas, de dormir sabado a tarde.
E também de samba-rock. Cinema. Suco de açai.
Fazia tempo.é verdade também.
Me senti tão bem.
Me sinto bem.
E agora um trechinho do ultimo livro que acabei de ler da Clarice. Li em uma semaninha e hoje estou com vontade de escrever em diminutivo, a gente vira criança as vezes.
“Chegou em casa, tomou um longo banho de imersão com espuma, ficou pensando: daqui a pouco ele me tira o corpo também. O que fazer para recuperar o que for a seu? A sua individualidade? (…)
Foi ao espelho. Olhou-se profundamente. Mas ela não era mais nada.
- Então – então de subito deu uma bruta bofetada no lado esquerdo do rosto.
E realmente aconteceu.
No espelho viu enfim um rosto humano, triste, delicado. Ela era Aurélia Nascimento. Acabara de nascer. Nas-ci-men-to.” Clarice Lispector – A vida crucis do corpo.
isadora krieger (guest)

coisa de criança mesmo,
doce.
Thomaz Chan (guest)

Lucie
=)